Segundo consta, a Prefeitura Municipal tinha um contrato assinado que assegurava o repasse de R$ 16.000,00 mensais para despesas da ACOMARP, entre elas o aluguel do galpão, pelo qual são cobrados R$ 3.000,00/mês. Contudo, na Administração anterior o contrato expirou e este valor deixou de ser pago, aliás nem o repasse foi dezembro foi efetuado e agora os associados enfrentam dificuldades, pois se pagarem as despesas com a que arrecadam da venda dos materiais recicláveis, não lhes sobrará muito para o pagamento individual. Assim, os trabalhadores não têm dinheiro para o sustento de suas famílias.
Vereadores se reuniram com o presidente da Associação, Edson José de Souza, a vice-presidente Lucimeire Ferreira da Silva, vários coletores associados para discutir a difícil situação pelo qual tem passado a ACOMARP. Participou também o secretário de Obras Maurício Marcolini e o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Scarano, acompanhado da coordenadora Daniela Cortez. O secretário municipal de Agricultura, Mauro Westin justificou sua ausência e enviou um representante, Marcos Túlio. Ailton Sillos, secretário de Desenvolvimento Sustentável, também não compareceu à reunião em função de compromissos em Belo Horizonte.
Além do presidente do Legislativo, José Luiz Côrrea, e do vice-presidente, Valdir do Prado, participaram da reunião os vereadores Beto da Guardinha, Jesu da Adega e José Luiz do Érika. Assessores parlamentares também compareceram, dada a impossibilidade de comparecimento dos demais vereadores. Antonio Edson Redrado (Walker Américo Oliveira), Francisco Neto (Dilma da Aviação) e Marcos Dinalli (Jesu Paulo Araújo) representaram seus respectivos vereadores. Lutimar Rodrigues da Silva, um técnico social do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA – acompanhou a reunião a fim de auxiliar os associados.
De acordo com declarações do secretário de Obras e Planejamento, Maurício Marcolini, a atual Administração fará o possível para regularizar as pendências e renovar o contrato. Marcolini solicitou da presidência da ACOMARP um planejamento de trabalhos e uma prestação de contas.
Há quatro anos, a ACOMARP atua fazendo a coleta de materiais recicláveis em domicílios, empresas e órgãos públicos da cidade, dando a eles destinação correta. O trabalho dos coletores associados consiste no recolhimento do material com carrinhos e caminhões, levando-os depois à sede onde é devidamente separado, prensado e vendido para empresas maiores. Segundo informações de Juliana Barbosa, auxiliar administrativa da ACOMARP, São Sebastião do Paraíso produz atualmente em média 40 toneladas de lixo por dia, sendo 70% deste, reciclável. Após o processo de separação, a ACOMARP vende de 45 a 50 toneladas de materiais recicláveis por mês, números que ultrapassam a média brasileira. Por estar entre as melhores associações da área, em dezembro de 2012 a ACOMARP foi convidada para um encontro com a Presidenta Dilma.
Este trabalho vem ao encontro de uma forte tendência ambientalista mundial e além de minimizar os dados causados ao meio ambiente, com redução, reaproveitamento e reciclagem do lixo produzido nas cidades, tem se mostrado uma excelente alternativa econômica capaz de gerar emprego e renda a muitas famílias. Foi a organização dos coletores que trabalhavam de forma autônoma o impulso criador da ACOMARP que, hoje, já conta com 23 associados fixos e outros 20 catadores que, embora sejam associados, coletam por conta própria e levam o material à ACOMARP. Fonte: Assessoria de Comunicação