O novo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Sebastião do Paraíso (SEMPRE), Rildo Domingos, usou a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores nesta semana para cobrar do Poder Executivo medidas que possam garantir que os salários dos funcionários e aposentados da Prefeiturasejam pagos em dia.
Empossado na última semana, o sindicalista fez uso da Tribuna durante a Sessão Ordinária desegunda-feira, 12, para falar sobre a situação dos servidores ativos e inativos da Prefeitura, que estão com seus salários atrasados. Rildo Domingos também comunicou que entregou ao prefeito Walker Américo de Oliveira lista com uma série de sugestões para economizar recursos públicos a fim de que ele tenha condições de pagar os vencimentos dos trabalhadores e aposentados em dia. “Eu acredito na palavra do prefeito quando ele diz que está se esforçando, reduzindo gastos. Mas não tem sido o bastante”, exclamou.
Entre as medidas sugeridas para contenção de despesas, que foram elaboradas pelas comissões setoriais de servidores públicos, estão: exoneração de servidores comissionados de recrutamento externo; fusão de secretarias municipais; revisão dos contratos de terceirização; suspensão temporária do pagamento de gratificação a funcionários e a utilização dos recursos humanos disponíveis. Para esta última sugestão, o presidente do sindicato exemplificou: “Tem um setor com diversos enfermeiros fazendo funções administrativas, enquanto isso, a Prefeitura contrata mais enfermeiros para atender a população. Por que não usar essa mão de obra especializada?”.
Ainda segundo Domingos, o SEMPRE deseja participar de maneira efetiva do governo municipal. “Queremos isso porque, se tiver alguma decisão que prejudique os servidores, nós não vamos aceitar”, disse. O sindicalista ainda comentou que o prefeito garantiu a ele, por telefone, que emitirá um decreto acatando as sugestões apresentadas. Além disso, ele se comprometeu a se reunir mensalmente com o sindicato e os vereadores.“Não iremos mais aceitar atrasos salariais. Vamos continuar cobrando até que a situação se normalizar”.
Por fim, Rildo Domingos parabenizou a atuação dos vereadores desde o início de seus mandatos. “Vocês são diferenciados. Acompanho o Legislativo há alguns anos e vejo que vocês são independentes, isso faz com que sejam o nosso porto seguro”, elogiou o presidente do sindicato.
Em seguida, os vereadores agradeceram a presença de Rildo Domingos e lhe desejaram boa sorte diante da presidência do SEMPRE. O vice-presidente da Câmara, Vinício Scarano, pediu a palavra e afirmou que as sugestões das comissões setoriais vão de encontro com o que a Câmara tem pregado desde o início do ano passado em relação à economia de recursos. Ele também citou um conselho que os representantes do Legislativo deram ao prefeito no início de seu mandato. “Desde o primeiro dia, a única coisa que ele está fazendo é a gestão da folha de pagamento. Ele não consegue fazer outra coisa. Não sei como ele está aguentando. No primeiro dia, quando ele assumiu, nós falamos para ele: ‘choque de gestão!Corta todos os contratos terceirizados, os cargos comissionados de recrutamento externo. Começa do zero.’ Ele teve três meses de mandato ‘tampão’. Tomara que agora não seja tarde. Tomara que amanhã, em seu decreto, ele entenda que essas demandas são importantes para a saúde financeira do Município”, comentou o vereador.
O presidente da Casa, Marcelo Morais, complementou a fala de Scarano ao afirmar que o prefeito deveria ter se inteirado melhor da situação financeira do Município quando assumiu a Prefeitura em setembro de 2016, após renúncia do então prefeito Rêmolo Aloise. Disse ainda que as medidas para redução de gastos dos recursos públicos deveriam ter sido tomadas no início do mandato e não agora, dois anos depois.
Morais mencionou ainda o compromisso firmado pela Câmara de sempre acionar o sindicado, o Instituto de Previdência e a Prefeitura para conversar antes de tomar qualquer decisão que envolvesse os servidores municipais. Ele também falou sobre os recursos do duodécimo que a Casa economizou nos últimos 20 meses e devolveu ao Executivo. “Economizamos tudo o que foi possível e repassamos R$ 3,8 milhões ao prefeito. Se não fosse esse dinheiro, a situação estaria pior”, concluiu o presidente do Legislativo.
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